Aconteceu no dia 06 de Março de 2015, um importante evento em comemoração ao dia Internacional da Mulher, o qual foi realizado no espaço de Convenções Rebouças, na cidade de São Paulo e foi organizado pela direção e coordenação do Programa Bem-Me-Quer, do hospital Perola Byington.

O evento tratou de questões relacionadas à violência contra a mulher e contou com a presença de personalidades, as quais atuam diretamente na causa, como Dr.Luis Henrique Gebrim, Dr.Jefferson Drezett, Dr. José Henrique Torres,Daniela Pedroso, Dra. Rosmary Corrêa, a deputada Leci Brandão, Dra. Ana Paula Lewin, prof. Thais Severo entre outros. 

Foram apresentados dados estatísticos, históricos, trabalhos científicos e relatos de casos, sobre a violência contra a mulher. 

O tema despertou grande interesse da plateia, representada em sua maioria por mulheres, e causou impacto direto sobre as experiências traumáticas vividas por algumas delas, as quais, durante a apresentação, decidiram compartilhar suas histórias. Na platéia estavam também, representantes de projetos relacionados ao atendimento às vítimas de violência, bem como, dos próprios agressores.

Dr. Luiz Henrique Gebrim, diretor do hospital Perola Byington, foi o responsável pela abertura do evento, falou sobre o programa Bem-Me-Quer e o recente prêmio recebido ao vencer o concurso “Iniciativas de Promoção da Igualdade de Gênero”, organizado pelo Banco Mundial.

 

 

 


 
  

  

 

 

 

 

 

 

 

Dr. Jefferson Drezzet, coordenador do programa Bem-Me-Quer, expôs dados estatísticos e trabalhos cientíicos, sobre o programa e a violência contra a mulher, falou sobre as regiões mais violentas do mundo e dos estados brasileiros.

 

Dr. José Henrique Torres, Juiz de direito, apresentou um excelente resumo histórico sobre a trajetória da mulher na sociedade e a relação com a violência.

De uma maneira acessível, definiu conceitos de direitos humanos e exibiu os principais tratados, conferências e declarações, nacionais e internacionais, relacionados aos direitos e proteção das mulheres.

Chamou a atenção dos participantes, ao afirmar que o que transforma a sociedade são as medidas promocionais, que a mudança de leis, a criminalização e punição, por si só, não resolvem o problema.

“ Se a  o fica distante do coração, é porque existe uma grande distância entre a intenção e o gesto”  Rui Guerra  

 

 

 

 

 

 

 

 

Dra. Ana Paula de O. C. Meirelles Lewin, defensora pública do estado de São Paulo e coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher, falou sobre as diferenças de gênero, as formas de violência contra a mulher, as fase do ciclo de violência e os motivos que levam as vítimas a retirarem a queixa de agressão.

Tratou de um tema atual e polêmico, que é a exclusão de indivíduos transexuais, no que se refere à violência doméstica.

 

 

Professora Thais Lara Marcozo Severo, do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados),apresentou seu trabalho com mulheres refugiadas e dados mundiais sobre a violência sofrida pelas mulheres que são submetidas a essa condição.

Afirma que a mulher refugiada sofre diferentes tipos de violência, como física, sexual e psíquica, pois para os agressores, essas mulheres não são apenas vítimas em potencial, mas sim reprodutoras de uma etnia, e os mesmos desejam punir, torturar, esterilizar e dizimar essas pessoas.

O estupro em momentos de conflito é utilizado como arma de guerra pelos agressores e já está tipificado como crime hediondo, contra os direitos humanos.

 

Ao final de sua palestra, falou sobre o projeto CÁRITAS, que organiza eventos para resgatar a autoestima dessas mulheres que estão afastadas de suas origens e cultura, como "Um dia de beleza com as refugiadas".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Daniela Pedroso, chefe da psicologia do programa Bem-Me-Quer do hospital Perola Byington e coordenadora do evento Mulheres e Violências, apresentou dados sobre o aborto legal, em casos de estupro, e participou da exposição de relato de caso sobre violência sexual.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A assistente social, Daniela, juntamente com a chefe da psicologia do programa Bem-Me-Quer, apresentou um relato de caso sobre uma mulher vítima de violência sexual, atendida pelo programa.

 

 

Dra. Rosmary Corrêa, delegada de polícia, Presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina, através de uma apresentação carismática e repleta de propriedade, falou sobre os crimes cometidos contra as mulheres e o papel efetivo das leis existentes, como a Lei Maria da Penha.

Indagou sobre o benefício das penas mais severas, se realmente diminuiriam o crime de violência contra a mulher, ou apenas, aumentariam o número de condenações.

Demonstrou através de casos reais, a associação entra a violência psicológica e física, sendo a primeira um fator constante nos casos de agressões, ou seja, um “caminho aberto” para a segunda.

Enfatizou a importância da valorização e multiplicação da delegacia da mulher, as DDM, como ferramenta de defesa dos direitos da mulher  e afirmou que 50% do sucesso das DDM, foi devido a parceria com a assistência social.

Finalizou sua palestra ao citar a pesquisa realizada pelo Instituto Avon, sobre o porque de as mulheres continuarem com seus agressores e nesse momento, despertou extremo interesse e comoveu a plateia, após apresentar os resultados.

Na representação da mesa, moderou a psicóloga Flávia Cristina da Silva Araujo Hodroj, do núcleo de programas especiais (AVS) do Hospital Perola Byington, responsável pelo atendimento psicológico às vítimas de violência sexual, recebidas pelo programa Bem-Me-Quer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A plateia contou com a participação de importantes representantes de projetos sociais, relacionados à violência contra a mulher, como Fernanda Motta e Maria Cristina P. Pechtoll, diretora de enfrentamento à violência e equidade de gênero, da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, da cidade de Santo André.